terça-feira, 22 de maio de 2012

O Pequeno Príncipe


Para os meus diamantes do 7º ano!
Aqui está uma versão digital do livro O Pequeno Príncipe.  Aproveitem bem a leitura!!!
Abraços!
Profª. Débora Santos





quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Condição de Escravo e A Condição dos Livres

 Algumas vezes - na verdade muitas vezes, sou muito abençoada com os textos de meu primo Delor. Hoje compartilho com vocês um desses momentos.
Na esperança de que você se veja e sinta como filho, boa leitura

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A Condição de Escravo e A Condição dos Livres -
Um breve olhar sobre o diálogo de Sócrates e Lísis e a da Carta de Paulo aos Gálatas

Em diálogo entre Sócrates e Lísis a respeito de ser filho e das limitações em ser um filho ainda não emancipado, sem poder de decisões ou seja alguém que não se encontra apto para agir com responsabilidade, citarei apenas um dos trechos, da fala de Sócrates e de Lísis (Platão, Diálogos IV, p. 280):

Sócrates: "Parece, então, que teus pais colocam um escravo acima de ti, que és filho deles, e lhe confiam aquilo que se recusam a confiar a ti, deixando que ela faça como queira, enquanto tolhem a ti? Diz ainda uma coisa: incubem a ti da tarefa de cuidares de ti mesmo ou também nisso não confiam em ti?"
Lísis: "Ora e como confiariam?"
Sócrates: "Então quem cuida de ti?"
Lísis: "Este meu guardião aqui."
Sócrates: "Suponho que um escravo?"
Lísis: "Sem dúvida! Um dos nossos"

Como vimos acima neste pequeno trecho do diálogo enquanto alguém não possui a autonomia ou a maioridade de acordo com suas convenções, em nada ele difere de um escravo, porque está sujeito a tantos outros embora seus criados. Vejamos como Paulo trata o assunto na carta de Gálatas em relação a Graça (liberdade pela fé) e a Escravidão (tutela da Lei):

"Ora, eu digo: enquanto o herdeiro é menor, embora dono de tudo, em nada difere do escravo. Ele fica debaixo de tutores e curadores até a data estabelecida pelo pai. Assim também nós quando éramos menores estávamos reduzidos à condição de escravos, debaixo dos elementos do mundo. Quando porém chegou a plenitude do tempo, enviou Deus o seu Filho, nascido de mulher, sob a Lei, para resgatar os estavam sob a Lei, a fim de que recebêssemos a adoção filial. E porque sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito Santo do seu Filho, que clama: Abba, Pai! De modo que já não és escravo, mas filho. E se és filho, és também herdeiro, graças a Deus." (Gálatas 4:1-7).

Mais um pouco adiante Paulo chamara os filhos de Agar como filhos da Escravidão, e os filhos de Sara como filhos da Promessa ou para Liberdade. Os tutores são necessários enquanto não temos entendimento, nisso concordam Platão e Paulo, a filosofia e a teologia. Nosso desafio como homens e mulheres de nossa geração é identificarmos se nos reconhecemos como filhos que estão crescendo para liberdade como os filhos de Sara, ou se nos percebemos como filhos de Agar, aqueles que até o fim serão conduzidos por tutores, sem jamais chegar a maturidade da liberdade.

Então como se sente, seu coração neste momento, nascera para Liberdade ou para Escravidão?

Jesus te abençoe,

Delor Junior

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Da sua ausência

Partiu...
E talvez a dificuldade em escrever ou falar sobre isso seja a recusa da constatação de que se foi. Mas seus vestígios, antes marcas tão presentes, estão também desaparecendo, nas roupas já não encontro os seus pêlos, afora algumas desavisadas que há meses não recebem suas clandestinas visitas no esconderijo mais pefeito no fundo do guarda-roupa.
Já não sou mais confundida pela minha mente que por muito tempo insitia que via o seu vulto ou ouvia o seu miado. Não, já não olho para trás procurando a fonte do barulho. Já não acordo em meio à noite procurando pelo seu peso em meus pés. També deixei de acordar às seis da manhã esperando  seu pedido para abrir  a casa e você sair para o passeio da manhã.
As rolinhas e calangos tomaram conta do quintal, como que afirmando que agora você não os assustará mais... Chega a ser revoltante.
A vida segue e os afazeres vão se impondo...

Encontrei o seu macaquinho nessa semana e guardei na caixinha com as suas coisas. Sonhei com você. mas no sonho você também partia [pesadelo?]. Eu queria saber se um dia eu vou parar de chorar por você. 
E eu não sei se quero. 
Porque talvez a maior perda para mim será o dia em que terei de olhar para o seu retrato e constatar que, infelizmente, sua breve vida tinha mesmo dia e hora para acabar. E eu aqui, com essa vida humana - talvez a menos digna das que restam na terra, talvez viva ainda muito, até que sua foto amarele e se perca no tempo...

Cuidei tanto, amei tanto, e você se foi.
Prometi que nunca mais ninguém judiaria de você, que não sofreira mais... mas você sofreu. E talvez pensar que poderia ter evitado seja a minha maior punição, talvez.
Teria viajado menos, teria paparicado mais. Teria te dado todos os macaquinhos [de pelúcia] saltitantes que pudesse te dar, daria todos os sachês de molho de carne que você quisesse de mahã tarde ou noite. 

O vazio e o silêncio que às vezes tomam conta da casa não são simplesmente vazios, são a sua ausência... Mas que bobagem, não deixamos você ir, não há um dia sequer em que alguma coisa não nos lembre você, que não olhe sua foto no mural e que não deseje que houvesse mais dias...

video

Meu lado racional diz que fiz tudo o que pude, que você teve sorte em ter sido amparada por quatro anos, e que fui uma humana muito boa para você. Mas eu sei que na verdade eu é que fui privilegiada, porque você, Catarina, me ensinou desde cedo que todos merecem ser amados, que a vida é bela e cheia de presentes, mesmo por tão breve tempo.